quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Personagens Tricolores | Ep. 1 - Faustino Menezes

 



A memória já não é mais a mesma. Também pudera, são 93 anos de vida! Praticamente 80 deles dentro - de alguma forma - da Associação Olímpica de Itabaiana.

Torcedor, jogador, treinador, dirigente, conselheiro... Faustino Alves Menezes já foi (e é!) tudo isso no Tremendão. Ele foi o capitão e é o único atleta ainda vivo da conquista do Campeonato da Zona Centro de 1959, primeiro grande título da história tricolor.

Nesta entrevista, em rápidas pinceladas, passamos pela origem do Itabaiana, o início de Faustino como torcedor, sua passagem como atleta e como treinador.

A conversa com 'Seo' Faustino é o piloto de um projeto mensal do Baú do Tremendão. Todos os meses traremos uma entrevista com um personagem da história do Tricolor da Serra.

Agradecemos ao apoio cultural do Armazém Itabaiana, Distribuidora DGM e Posto Veneza. Sem eles o quadro não iria ao ar. Estamos buscando mais parceiros para a continuidade do projeto.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Internacional/RS 1x2 Itabaiana - 45 anos de uma grande vitória

 



Há 45 anos, em 23/02/1980, o Tremendão estreava no Campeonato Brasileiro de 1980, no Estádio Beira Rio, contra o Campeão Brasileiro da temporada anterior, o Inter de Porto Alegre/RS.

Em um almoço, na capital gaúcha, antes da partida, o proprietário da Churrascaria, torcedor do Grêmio, prometeu: se vencerem o Colorado, podem voltar que o jantar é por conta da casa!

Contrariando os prognósticos, a Olímpica venceu o Inter por 2x1, com gols de Mica (a bola bateu em João Carlos e entrou) e Nilson Hora.

É claro que a delegação tricolor voltou lá no restaurante e fez a festa, né?

*Constava no verso da fotografia: “Porto Alegre - Churrascaria Carreta, 23 de fevereiro de 1980 - Jogo Internacional 1x2 Itabaiana”
As fotografias e as informações são do ex-atleta Santana e nos foram passadas por Wendell Rezende.


O Tremendão da segunda fase do Campeonato Sergipano de 1997

 

Em pé: Fernando, Nei Baiano, Ferreira, Guimar, Helton Capunga e Coió; Agachados: Boguito, Paulo Sérgio Adocica, Shell, Cláudio e Alex Cabeção

O campeonato estadual da temporada 1997 foi muito extenso. Durante os 10 meses de competição, o Itabaiana foi contratando e alterando sobremaneira seu elenco. O time titular do fim daquela vitoriosa temporada estava bem modificado em relação a este da segunda fase do certame.
Independentemente do momento em que jogaram, todos deram sua contribuição e ajudaram o Tricolor a conquistar o oitavo título estadual da nossa história.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Parabéns, Faustino, 93 anos!

 



No último sábado, 15/02, Faustino Alves Menezes completou 93 anos.

‘Seo’ Faustino está atrelado à história do Itabaiana desde a década de 1940, quando começou a atuar como atleta da equipe tricolor.

Ele foi o capitão do primeiro grande título da história do Tremendão, a Zona Centro de 1959, além de ter sido treinador, dirigente e conselheiro do clube. Na construção e reforma do Estádio Presidente Médici ele foi peça fundamental.

Mesmo nonagenário e com vários problemas de saúde, ele não deixa de acompanhar o Tricolor da Serra, ‘em casa ou distante’.

Faustino é um dos grandes nomes da história da Associação Olímpica de Itabaiana e merece todas as nossas reverências.

Parabéns, saúde e muitos anos de vida!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Inauguração do novo uniforme do Itabaiana (1950)

 


No verso da fotografia constava: ‘Sítio de João de Balbino - Inauguração do novo uniforme. Zé de Hermógenes, Antônio Oliveira, Bacalhau e Zezé Procópio’.

Em 1950, nosso time mudou definitivamente de nome. O Itabaiana Sport/Esporte Clube virou Associação Olímpica de Itabaiana.

Além da denominação, foram alterados também o estatuto e o fardamento. De acordo com o art. 51 do novo diploma, ‘O uniforme da Associação é: camisa branca com faixa diagonal nas côres azul e vermelha, com espaço branco no meio, gola e punho nas mesmas côres, com exceção do goleiro, que usará o uniforme todo azul, com o escudo de fundo branco na frente da camisa, na altura do peito, e com as iniciais A.O.I; calção azul acetinado.’

Naquele ano de 50, a Seleção Brasileira de Futebol disputou pela primeira vez uma final de Copa do Mundo.

A música 'Pé de Manacá' foi a mais tocada nos rádios brasileiros.

O Itabaiana de 2011

 


Em pé: Fernando Silva (prep. físico), Julio César, Samir, Alexandre, Denilson, Ricardo Peixoto (roupeiro), Érico e Mário Fernando (prep. goleiros); Agachados: Diego Silva, Capela, Mica, Jorginho, Mazinho Sergipano e Cristiano Tiririca


A temporada de 2011 foi decepcionante para o Tricolor da Serra. Apesar de um bom investimento inicial, a estratégia de contratar um grande número de atletas paraenses não deu certo e a equipe acabou brigando contra o rebaixamento no fraco Campeonato Sergipano daquele ano.

Uma das poucas partidas que se salvaram - e que ajudaram bastante o Tremendão a não descer à A2 - foi essa da foto: goleada de 4x1 sobre o Socorrense, na inauguração dos refletores do Estádio Wellington Elias, em Nossa Senhora do Socorro. Coube a Mazinho Sergipano marcar o primeiro gol noturno daquela praça de esportes.

Vamos relembrar os detalhes da partida:

Socorrense 1x4 Itabaiana
Competição: 2ª Rodada da Taça Cidade de Aracaju (1ª Fase do Sergipão 2011)
Local: Estádio Wellington Elias (Lelezão), em Nossa Senhora do Socorro (SE)
Data: 09/02/2011 (Quarta-Feira)
Hora: 20h

Renda: R$ 5.610,00 - Público: 561 pagantes
Árbitro: Eduardo de Santana Nunes
Assistentes: João Carlos de Jesus Santos e Eliziane Vidal dos Santos Durães

Socorrense: Rudson, Uingrid (Clebyson), Thiago, Victor e André; Vando, Kiko, Flávio (Danilo Ramos) e Júnior Santos; Seninha (Rogerinho Capelinha) e Bia
Técnico: Pimenta (Rivaldo Prado Gama)

Itabaiana: Érico, Jorginho, Samir, Alexandre e Mica (Claydir); Mazinho Sergipano, Júlio César, Diego Silva e Capela; Denilson (Jean Carlos) e Cristiano Tiririca (Murilo)
Técnico: Samuel Cândido

Gols: Mazinho Sergipano (33'/1ºT), Capela (41'/1ºT), Jorginho, de pênalti (10'/2ºT) e Cristiano Tiririca (24'/2ºT) - AOI; Danilo Ramos, de falta (12'/2ºT) - SOC

Cartões amarelos: Denílson, Samir, Murilo e Diego Silva (AOI); Rudson (SOC)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Formação Tricolor na inauguração do Estádio Barretão, em Lagarto

 

Em pé: Alberto Menezes (treinador), Augusto, Marcelo, Messias, Humberto, Bené e Elísio; Agachados: Geraldo (massagista), Edmilson, Tatíca, Horácio, Gustinho e Zequinha.

O Tricolor da Serra volta a jogar amanhã no Estádio Paulo Barreto de Menezes, em Lagarto. Sabiam que foi o Tremendão que inaugurou o Barretão?
A praça esportiva foi entregue em 14/03/1971, com um amistoso entre o extinto Lagarto Esporte Clube e a Associação Olímpica de Itabaiana.
O Tremendão, considerado o melhor time do Estado, havia empatado com o Grêmio/RS uma semana antes, na inauguração do Estádio Presidente Médici, e era franco favorito para vencer a peleja.
Mas os lagartenses se superaram e, motivados para inaugurar seu estádio com uma vitória, conseguiram o feito histórico.
A Gazeta de Sergipe de 16/03/1971 narrou: “O Itabaiana iniciou a partida senhor de si e sabedor de que seria o ganhador da peleja, desde que possuía melhor conjunto e atletas renomados em seu quadro. Entretanto, o Lagarto não se deu por vencido e em um dos seus ataques, conseguiu marcar o único gol da partida, por intermédio do atacante Duda, aos 5 minutos. O Tremendão do Interior procurou de tôda a forma encontrar um denominador comum para conseguir o empate da partida, contudo a defensiva lagartense se desdobrou e no final conseguiu sobrepujar o ataque itabaianense, trazendo incólume seu arco até o final do encontro. Inúmeros foram os ataques tramados pelos atletas Horácio, Edmilson, Bené e Tatíca, sem, no entanto, chegar a vazar o arco do atleta Cigano, que realizou bonitas e seguidas defesas. Também a defesa lagartense teve um papel de destaque no jôgo de domingo. O Lagarto Esporte Clube atuou bem e venceu com Cigano, Sinval, Israel, Messias e Lua; Carlos e Nado; Belo, Piranha, Duda e Dácio (Zé Luiz). Associação Olímpica de Itabaiana atuou com Marcelo, Augusto, Humberto (Paulo), Elísio e Messias (Casca); Gustinho, Bené e Zequinha (Tiquinho); Edmilson, Tatica (Aurino) e Horácio (Luiz Cearense).”
Vamos amanhã em busca de uma vitória!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Parabéns, Gil Sergipano! #5

 



Hoje, 03/02/2025, o nosso eterno camisa 5, Gil Sergipano, completa 61 anos.

Gil nasceu em Tobias Barreto em 03/02/1964, mas foi no Itabaiana que ele se destacou para o futebol. Chegou ao Tremendão em 1983, sendo improvisado várias vezes na lateral-direita.

Consolidou-se na meiúca tricolor, virando dono absoluto da camisa número 5 e formando um tripé de meio-campo inesquecível ao lado de Ferreira e Paulo. Suas excelentes e regulares apresentações chamaram a atenção de diversas equipes como Flamengo/RJ, Grêmio/RS e Bahia.

O Jornal de Sergipe de 28/11/1987 destacou: “Apesar do assédio do Grêmio de Porto Alegre e também do Flamengo, o volante Gil, emprestado pelo Itabaiana ao Bahia, ficará mesmo no bicampeão da Boa Terra. Foi o que garantiu ontem o deputado José Queiroz, tão logo retornou de Brasília, onde passou a semana. O preço do passe de Gil, quando foi ao tricolor baiano, foi fixado em Cz$ 600 mil. O Grêmio chegou a oferecer uma quantia bem superior, contudo, o patrono do Itabaiana fez questão de manter a palavra empenhada. O presidente do Bahia, Paulo Maracajá, propôs fazer o pagamento em duas parcelas, com a primeira sendo em dezembro e a última no primeiro mês do ano de 88.”

No Bahia, Gil Sergipano se destacou nacionalmente, sendo peça fundamental do técnico Evaristo de Macedo na conquista do Campeonato Brasileiro de 1988. Pelo Bahia, foi ainda campeão baiano em 1988 e 1991, e disputou a Taça Libertadores da América de 1989.

Atuou também no Vitória, onde foi Vice-Campeão Brasileiro em 1993, jogando ao lado do nosso atual treinador Roberto Cavalo.

Como técnico, Gil teve uma breve passagem pelo Itabaiana, em 2006, tendo treinado ainda o Bahia e algumas equipes menores do nosso Estado, como Olímpico, Amadense, Sete de Junho e Estanciano.

Felicidades, Gil!