segunda-feira, 13 de julho de 2026

11 de julho de 2026 - Centenário de Antônio Oliveira (Tonho de Dóci)

 


“Jogava futebol tão bem que roubava todas as cenas e produzia grandes espetáculos nos gramados. Tinha enorme influência sobre os demais jogadores e se tornou o mais jovem capitão de toda a história da Associação Olímpica de Itabaiana. Sua habilidade e elegância em campo eram exatamente o que todo torcedor precisava para fortalecer seu espírito e torcer com orgulho pelo clube. Era o maestro do time e quem organizava o meio de campo. O magricela, como era chamado, dava vida aos gramados nos fins de semana. Valia a pena assistir Tonho jogar.”
(Excerto de 'Antônio Oliveira, o homem que se fez culto através do livro ' - Luiz Carlos Andrade)

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Antônio Oliveira, 100 anos

 


Para celebrar o centenário de nascimento de Antônio Oliveira, o Baú do Tremendão lança este ‘selo’ comemorativo.
Desenvolvido para valorizar a memória de um dos grandes nomes da história da Associação Olímpica de Itabaiana, ele eterniza o personagem que ajudou a construir a trajetória do clube que tanto nos orgulha e que amanhã, 10 de julho, completará 88 anos de fundação.
Uma singela homenagem a ‘Tonho de Dóci’, que se vivo estivesse, completaria 100 anos no próximo sábado, 11/07/2026.
Fiquem ligados no Baú do Tremendão para conferir mais homenagens especiais ao longo desta semana comemorativa!

Centenário de Antônio Oliveira

 


Se estivesse entre nós, Antônio Oliveira (Tonho de Dóci) comemoraria o seu centenário no próximo sábado, 11/07/2026.
Cabe a nós manter viva a memória deste que foi uma das personalidades mais importantes da história da Associação Olímpica de Itabaiana.
Antônio foi atleta, diretor, presidente e personagem imprescindível na edificação do patrimônio material e imaterial do Tremendão.
Além de desportista, ele foi comerciante, intelectual e político, assumindo um papel de protagonista na cidade de Itabaiana do século XX.
Para comemorar os 100 anos de nascimento de Antônio Oliveira, o Baú do Tremendão fará uma série de postagens enaltecendo esta figura essencial da nossa história. Acompanhem as próximas publicações!

terça-feira, 23 de setembro de 2025

O professor Aylton Rocha nos deixou, aos 86 anos

 



Recebemos com tristeza a notícia do falecimento de Aylton Rocha de Souza, ex-técnico do Itabaiana.

A carreira de Aylton no futebol foi longeva. Foi atleta de destaque do Bahia e do CSA/AL. Em 1969 ele chegou ao nosso estado e, como jogador do arquirrival Sergipe, deu muito trabalho ao Tremendão, junto aos companheiros de meia cancha Naninho e Zé Pequeno.

Pendurou as chuteiras em meados da década de 1970 e ingressou na carreira de técnico de futebol, treinando diversas equipes, como Confiança, Sergipe, Vasco, Cotinguiba, Lagarto...

Em que pese seus mais de 30 anos como técnico e sua longa folha de serviços prestadas ao nosso futebol, Aylton Rocha só veio parar no Itabaiana em 2004, para treinar o Ita no Campeonato Sergipano daquela temporada. Ele comandou o Tricolor da Serra em 14 jogos, com 7 vitórias, 3 empates e 4 derrotas.

Extremamente respeitoso como adversário, profissional e disciplinador como nosso treinador, Aylton Rocha foi um dos homens de bem que passaram pela Associação Olímpica de Itabaiana. Que Deus lhe dê o descanso eterno. Nossos sentimentos aos familiares.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Horácio se recusou a jogar contra o Itabaiana

 


De março para abril de 1972, o artilheiro tricolor teve que passar por uma cirurgia de extração dos meniscos e precisou de um longo tempo para recuperação. Naquele tempo a medicina esportiva era precária e nem se falava em fisioterapia...
Após cerca de 5 meses ‘de molho’, Horácio voltou às atividades, mas com muita dificuldade para retomar a forma física ideal. O ataque tricolor estava bem servido e Horácio estava cada vez mais sem oportunidades.
Surgiu, então, uma saída para dar ‘minutagem’ ao Tanque: o Confiança precisava de um atacante. Como os presidentes da Olímpica de Itabaiana (Dr. Raulino Galrão) e da Desportiva Confiança (Dr. Marcos Prado) tinham boa amizade e não havia a extrema rivalidade de hoje entre as equipes - o nosso grande rival sempre foi o Club Sportivo Sergipe - foi acertado o empréstimo do artilheiro tricolor.
Horácio reforçaria o Dragão no ‘Campeonato Nacional’ para recuperar a forma atlética. Após o acerto, Horácio teve conhecimento dos grupos da competição: o Confiança ficara justamente na chave do Tricolor da Serra, juntamente com o São Domingos/AL e o Atlético de Alagoinhas/BA.
Horácio até participou das partidas contra os alagoanos e contra os baianos, mas na semana do clássico contra o Tricolor da Serra, chamou o presidente proletário e disse que não conseguiria enfrentar a Olímpica de Itabaiana, pois era o seu time do coração e seria eternamente grato pela oportunidade que o Tremendão lhe dera. Afirmou que gostaria de retornar às fileiras tricolores e que estava devolvendo o valor que lhe fora adiantado pelo Confiança à título de ‘luvas’.
O presidente Marcos Prado Dias, do Confiança, entendeu, elogiou a atitude do Tanque e não aceitou receber o dinheiro de volta. Desta forma foi encerrada a curta e única passagem de Horácio por outra equipe profissional, além do Itabaiana.

O artilheiro voltou pra casa e no ano seguinte ajudou a Olímpica de Itabaiana a conquistar o Campeonato Sergipano de 1973.
Atitude digna de um verdadeiro ídolo.

*Foto colorizada com a ajuda da I.A Gemini*

Horácio, o Tanque da Serra!

 



"Horácio, sempre discreto, chegou no segundo semestre de 1968. Já fazia sucesso no futebol amador de Carira e Simão Dias, já carregava o status de artilheiro, então a Associação Olímpica de Itabaiana resolveu apostar nesse desconhecido homem gol. (...) Quem achava que Horácio sentiria o peso do profissionalismo e das arquibancadas cheias, enganou-se. Ele continuou como se ainda estivesse em Carira, se comportava em campo com naturalidade, porém cada vez mais veloz devido aos treinamentos físicos regulares. Sendo assim, sua natural característica de velocista foi aprimorada com mais duas valências físicas: a força e a resistência aeróbica. Agora ninguém segurava o homem: Tonho de Preta lançava, era gol de Horácio; Toinho Maré lançava, era gol de Horácio; Zequinha tocava, era gol de Horácio; Edmilson cruzava, era gol de Horácio. Foi uma avalanche de gols. Dois, três, quatro, cinco por partida. Junto com os gols marcados, chegou a fama e a condição de ídolo. Naquela Itabaiana do final dos anos 1960 e início dos 70, Horácio era um verdadeiro 'popstar', sempre assediado nas ruas ou nos seus momentos de lazer. Era atencioso com todos, independente da classe social.”
(Excerto extraído de um texto do professor Manoel Aelson Góis, escritor de dois livros sobre a história do Tremendão).

Na foto, Horácio e a garotinha Gisselma, filha do nosso ex-presidente Pedro Góis, no antigo Estádio Etelvino Mendonça.

Horácio, o Tanque da Serra, chegou a participar da Seleção Sergipana de Futebol

 



"Quando Horácio ingressou no Itabaiana, deu nova vida ao ataque do Tricolor da Serra. Naquele ano de 1968, o Tremendão conseguiu pela primeira vez, na história do seu profissionalismo ainda precário, arrebatar o terceiro lugar no Campeonato Sergipano. E entre os méritos da vitória, um nome em especial: Horácio, o Tanque; Horácio, o Pelé de Carira; Horácio, o rompedor de defesa.
Em 1969, com Edmilson, Toinho, Horácio, Xavier e Belo, formando o ataque serrano, o Tremendão arrebata o título de Campeão Sergipano de 1969, naquela inesquecível tarde de 28 de agosto. E Horácio já era o ídolo da torcida do Itabaiana, e com razão. Suas arrancadas pela esquerda, deixando no meio da rua a defesa adversária, arrancavam dos torcedores os gritos de euforia. Depois, o lançamento da linha de escanteio; depois suas investidas em forma de meandro nas defesas inimigas, e o apogeu total: o gol. Horácio humilde sempre abraçado por seus companheiros e a torcida do Itabaiana, e a cidade de Itabaiana em peso gritando um nome que era ao mesmo tempo sua bandeira e sua alma: Horácio! Horácio!
Do Estádio Etelvino Mendonça, nos braços da torcida, Horácio deu sua volta triunfal na cidade. Estava com o pé inchado, entrara em campo por necessidade imperiosa, fizera os dois gols da vitória e foi assistir no banco de reserva o apito final da partida. Itabaiana campeão de 69."
[Texto extraído de um recorte de jornal de 1972.]

Horácio era tudo isso e muito mais. Seguiremos o homenageando. Na foto, ele está com o uniforme da Seleção Sergipana.