terça-feira, 21 de maio de 2019

De Divo Preto a Hugo: família Teixeira tem história no Tremendão

De Divo Preto a Hugo: família Teixeira tem história no Tremendão



Na noite de ontem o zagueiro Hugo Teixeira marcou o seu primeiro gol com a camisa tricolor. Hugo está em sua terceira temporada consecutiva no Tremendão, no entanto, engana-se quem acha que essa relação é recente.

O avô de Hugo, José Novaldo Teixeira, mais conhecido como Divo Preto, também foi defensor da Associação Olímpica de Itabaiana por muitos anos, entre o fim da década de 1940 e o início da década de 1960. Divo fazia a função de defensor pelo lado direito, uma espécie de lateral que raramente avançava ao campo de ataque, praticamente um zagueiro.

Como atleta, Divo fez parte do esquadrão que conquistou o primeiro título do Itabaiana, o troféu da Zona Centro de 1959. Os mais antigos não esquecem aquele time-base, escalado pelo técnico Jeconias Ferreira Lima no antigo sistema tático W-M: Fernando, Divo Preto, Zé de Chico e Gonçalinho; Faustino, Zé de Hermógenes, Faet e Pierrot; Zé de Neném, Valdenor e Tonho Negrão. O elenco contava, ainda, com Zé de Selvina, Fernando, Pedro de Domitila, Samuel Almeida e Dequinha.

Será que uma dupla de zaga formada por Divo Preto e Hugo, nos sistemas táticos atuais, daria certo?

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Duda, o Canhão da Barra, foi o artilheiro do Campeonato Sergipano de 1973



Hoje o Baú do Tremendão relembra o ex-atleta José Américo de Oliveira, o centroavante Duda.

Natural da Barra dos Coqueiros, Duda ganhou o apelido de Canhão da Barra por conta da potência do seu chute. Jogou no Vasco de Aracaju, Lagarto e Confiança, chegando ao Itabaiana em 1973.

Foi peça fundamental na conquista do título do Campeonato Sergipano de 1973, sendo o artilheiro do certame, com 17 gols. Marcou mais de 40 tentos com a camisa tricolor, entre 1973 e 1974. 

Participou do elenco que representou o Tremendão no Campeonato Brasileiro de 1974, tendo marcado o antológico gol da vitória contra o Botafogo/RJ, em 13/04/1974, no Batistão. 

Duda ajudou a escrever a história da Associação Olímpica de Itabaiana. O Baú do Tremendão ajuda a resgatar a memória do Tricolor da Serra. Tem alguma curiosidade em especial? Algum parente que fez parte da história do clube? Nos informe que tentaremos fazer postagens especiais sobre cada um deles.



domingo, 7 de abril de 2019

Ponta-de-lança Misso completou ontem 63 anos



Ontem, 06/04, o ex-atleta Edmilson da Silva, o popular MISSO, completou idade nova. Nascido em 06/04/1956 em União dos Palmares/AL, Misso destacou-se nos juvenis do CRB, vindo para o Tremendão em 1978.

Foi peça fundamental da equipe tricolor de 1978 a 1981, conquistando o tetracampeonato sergipano pela Olímpica de Itabaiana. Fato interessante é que o patrono José Queiroz da Costa fez uma campanha para a compra do passe definitivo do ponta-de-lança, como nos informa a Gazeta de Sergipe de 17/02/1979:

"O patrono do Itabaiana vai fazer um teste com a sua torcida. A exemplo de promoções efetivadas normalmente entre torcedores do Sergipe para a contratação de alguns reforços, José Queiroz lançará, nos próximos dias, campanha idêntica para a compra do passe de Misso. Misso é um dos únicos atletas do Itabaiana cujo passe não pertence ao clube. Normalmente, não haveria problema para a reforma, mas acontece que os dirigentes do Itabaiana querem adquirir em definitivo o passe do atleta, que custa apenas 80 mil cruzeiros. Dirigentes do Itabaiana acreditam que terão sucesso absoluto na promoção, tendo em vista ser Misso um dos grandes valores da equipe, responsável, inclusive, pela conquista do turno suplementar, ao marcar os dois gols na prorrogação. Misso é dono do passe e acredita que não haverá problema para reformar e se o Itabaiana desejar, poderá comprar o passe, que custa 80 mil cruzeiros. Caso obtenha sucesso na campanha, outras virão e, possivelmente, para a contratação de Déri, deverá ser usado o mesmo expediente."

Em 1982, após a disputa do Campeonato Brasileiro, Misso deixou o Tremendão, passando ainda pelo Vasco de Aracaju, Estanciano e Flamengo/PI, onde conquistou o Campeonato Piauiense de 1984, retornando ao Ita em 1985. Marcou mais de 40 gols com o manto tricolor.

Parabéns, Misso! Felicidades e obrigado pelas alegrias proporcionadas à Torcida Tricolor!


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Ponta Gilmar infernizou as defensivas rivais na década de 80

Gilmar infernizou as defensivas rivais


Gilmar Nunes de Almeida, ou simplesmente Gilmar de Joca. Itabaianense, ponta esquerda, nasceu em 09/03/1962, destinado a infernizar as defesas adversárias. Para ele, driblar era uma arte.

Assinou o seu primeiro contrato profissional com o Tremendão em 07/05/1981. Segundo o Jornal de Sergipe: "O jovem e impetuoso exterma-esquerda Gilmar, na manhã de ontem, no escritório comercial do patrono do Itabaiana, assinou seu primeiro contrato como jogador profissional. Gilmar, bastante contente, dizia que estava feliz da vida, prometendo também muita luta para levar o Tricolor da Serra à conquista do tetracampeonato. Por um contrato de duração de um ano, Gilmar terá direito a salário de Cr$ 10.000,00 mensais, existindo uma cláusula que lhe garante um reajuste, no caso de continuar como titular. O atacante teve direito a luvas, com o total sendo mantido em segredo. Feliz da vida por ter se transformado em atleta profissional, Gilmar elogiava bastante o treinador David dos Santos."

Gilmar atuou com contrato profissional, no Tricolor, nas temporadas de 1981, 1982 e 1983. Entretanto, mesmo como atleta juvenil, já estava integrado ao elenco principal em anos anteriores.

É até hoje lembrado com carinho pela torcida da Olímpica, que o apelidou de "Jatinho Tricolor", por conta da sua velocidade.
 
Na próxima postagem do Baú do Tremendão falaremos sobre o centroavante Duda, o Canhão da Barra, artilheiro do Campeonato Sergipano de 1973 pelo Tricolor da Serra. Fiquem ligados!

terça-feira, 19 de março de 2019

Se vivo estivesse, ex-técnico Dequinha estaria completando 90 anos




Hoje, 19/03/2019, o ex-técnico Dequinha completaria 90 anos se vivo estivesse.

José Mendonça dos Santos, o Dequinha, foi um dos atletas de futebol mais
famosos do Brasil na década de 1950, tendo sido ídolo do Flamengo e disputado a Copa do Mundo de 1954 pela Seleção Brasileira.

Após pendurar as chuteiras, iniciou sua carreira de técnico, trazendo inovações para o Futebol Sergipano em sua passagem pelo Sergipe, no início da década de 1970.

Chegou ao Itabaiana em 1975 cercado de muita expectativa, mas não reeditou as campanhas vitoriosas conseguidas no rival Sergipe. Voltou ao Tremendão somente em 1986, ocasião em que o Jornal de Sergipe destacou: "Dequinha foi trazido para o Tricolor Serrano pelo patrono José Queiroz, vindo com a incumbência de fazer um trabalho de rejuvenescimento no elenco."
 
Treinou o Tricolor, ainda, nas temporadas de 1987 e 1989. Embora não tenha conquistado títulos, Dequinha deixou seu trabalho marcado no Tremendão e figura na galeria de treinadores que mais comandaram a Olímpica de Itabaiana dentro das quatro linhas.
Dequinha faleceu em Aracaju, em julho de 1997, aos 68 anos.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Há 45 anos o Futebol Sergipano pisava pela primeira vez no gramado do Maracanã


Fluminense x Itabaiana, no Maracanã


Há exatamente quarenta e cinco anos, em 13/03/1974, o Itabaiana entrava mais uma vez para a história do Futebol Sergipano ao ser o primeiro clube do Estado a atuar no até então maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã.

O Tremendão era o legítimo representante do Estado no Campeonato Nacional de 1974 e a partida ocorreu pela segunda rodada do Brasileirão daquele ano, contra o Fluminense.

Antes da partida, o Diário de Aracaju destacava: "Pela primeira vez um clube sergipano se exibe no Maracanã. Esta honra pertence ao Itabaiana, que tem a responsabilidade de enfrentar, esta noite, o Fluminense, pela segunda rodada da fase de classificação do Campeonato Nacional [...]. A presença do Itabaiana no Maracanã é realmente uma novidade. Será o primeiro clube sergipano a se apresentar no maior estádio do mundo, o que ficará registrado através de uma placa que o chefe da delegação, Bel. Lises Alves Campos, entregará a administração da ADEG." 

A partida teve transmissão da TV Sergipe para todo o Estado. No decorrer do jogo o Ita portou-se bem e incomodou bastante o Tricolor das Laranjeiras. De acordo com a Gazeta de Sergipe "o Fluminense precisou abusar da cera técnica para barrar o Itabaiana, onde despontavam Tatica, Gustinho e Paulo, como os grandes jogadores em campo".  

O tricolor carioca abriu o placar com Manfrini e o Tricolor da Serra empatou com o centroavante Gaúcho. Segundo a Gazeta de Sergipe, "aos 42 minutos, numa jogada belíssima de Gustinho, que deu em profundidade, pelo alto, Bruñel falhou e Gaúcho entrou livre para marcar o tento de empate. A cidade de Itabaiana quase voava pelos ares e a pequena torcida do Maracanã vibrou com o golaço da equipe sergipana". 

Mas aos 25 minutos do segundo tempo o Flu consignou o gol da vitória, marcado por Luís Alberto. A Olímpica de Itabaiana tanto mereceu uma melhor sorte que um próprio matutino carioca, o Jornal do Brasil, admitiu: "O árbitro Hélio Cosso teve fraca atuação, deixando de marcar um pênalti contra o Fluminense".


Confira a ficha técnica completa da partida histórica:

Fluminense 2x1 ITABAIANA
Competição: 2ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 1974 (Grupo A)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13/03/1974 (Quarta)

Renda: Cr$ 42.337,50 - Público: 5.859 pagantes

Árbitro: Hélio Cosso
Auxiliares: Luiz Carlos de Oliveira e Luiz Caetano Fernandes

Fluminense: Roberto, Toninho Baiano, Bruñel, Silveira e Casagrande (Marinho); Rubens Gálaxe e Cléber; Manfrini, Paulo (Cafuringa), Luís Alberto e Moacir
Técnico: Duque

Itabaiana: Wilson, Pedrinho, Tota, Paulo Preto e Edson Scott; Cagnani, Gustinho e Tatica; Catarina (Paranhos), Gaúcho e Duda
Técnico: Daltro Menezes

Gols: Manfrini (30'/1ºT) e
Luís Alberto (25'/2ºT) - FLU .
Gaúcho (40'/1ºT) - ITA

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Derrota para o Boca Júnior é marca negativa na história do Itabaiana

O Tricolor brigou contra o rebaixamento no ano da última derrota para o Boca Júnior



No último sábado o Tremendão foi derrotado pelo Boca Júnior, equipe nômade que já teve sua sede em Cristinápolis, Estância e agora em Pedrinhas.

Além do abismo entre as equipes em relação ao fator tradição, lembramos ainda a extrema diferença de estrutura ofertada pelos clubes aos seus atletas/comissão técnica. Certas derrotas não podem e não devem ser digeridas normalmente. Liguemos o alerta.

Em sua história a Olímpica de Itabaiana foi derrotada pouquíssimas vezes pelo Boca Júnior. A última derrota do Tricolor da Serra para a equipe nômade aconteceu em 27/03/2013, há cerca de 6 anos, quando o Itabaiana conseguiu a proeza de brigar contra o rebaixamento no Campeonato Sergipano.
Torçamos para que a exceção não passe a ser regra.

Naquela infeliz noite, o Ita, comandado interinamente por Ferreira, foi derrotado por 1x0, no Francão, em Estância. O Itabaiana atuou com Ivan, Gilberto Matuto (Carlos Alberto), André Nunes, Rogério Sodré e Nininho; Anderson Paulista, Edinho, David Bolinho (Rafael) e André Beleza; Diego Silva (Gilmar) e Wilson Júnior, uma formação que certamente não deixa saudades no torcedor tricolor.

Confiram a ficha técnica da partida:

Boca Júnior 1x0 ITABAIANA

Competição: 10ª Rodada do Campeonato Sergipano de 2013
Estádio: Augusto Franco (Francão), em Estância (SE)
Data: 27/03/2013 (Quarta)
Hora: 20h15

Renda: R$ 1.395,00 - Público: 122 pagantes

Árbitro: Maurício Tavares de Moura
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios e Fábio Oliveira Melo

Boca Júnior: Paulo Cerqueira, Anderson, Juninho, Júnior Touchê (Fred) e Giliames; Bruno Neves, Ronisson (Aécio), Teko e Dudu; Mano e Diego (Geovane)
Técnico: Pedrinho

Itabaiana: Ivan, Gilberto Matuto (Carlos Alberto), André Nunes, Rogério Sodré e Nininho; Anderson Paulista, Edinho, David Bolinho (Rafael) e André Beleza; Diego Silva (Gilmar) e Wilson Júnior
Técnico: Ferreira

Gol: Teko (43'/1ºT)

Cartão vermelho: Teko (Boca Júnior)